segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Respira e mergulha! Devagar. Deixa boca colar, dedo escorregar, abraço demorar e calma sossegar. Quero brisa no mar quando a água gelar, quero vento olhar quando passado abandonar. Deixa mão demorar no rosto, deixa o beijo deixar o gosto. E
 assim vai deixando tudo que era nada. É tudo só pingo de tempo dentre tanto que há no copo repleto das lembranças, esperança. Não digo-lhe que derrame o copo, digo-te: Deixa! Permita que os momentos permaneçam nele, jamais o esvazie. A graça é justamente encher o copo mais e mais, até que transborde. O que ele expele ao transbordar? Tudo que não era realmente para estar! Então, só deixa. Deixa que o copo diz. Deixa que a lembrança ruim transforme-se em experiência, e a lembrança de nada em só mais uma crença. Deixa que a dor perdure até o que amor cure. Deixa, só deixa. E então, será.

Um comentário:

RITA disse...

É da Vanessa Brunt? Amo essa poeta. Acho que já tinha visto esse em algum lugar, mas não tinha prestado atenção. Amei