"de mal" por algumas horas. Fazíamos mechas coloridas com papel de crepom, saímos de baby looks e tênis e nos sentimos bonitas. Sou do tempo do tazo, show da Xuxa, Chiquititas, Kinder ovo a 1 real, bichinho virtual, caverna do dragão, mertiolate que ardia, calça boca de sino (Que horror!), barriga aparecendo e piercing brilhando. Sou do tempo que até os meus 12 anos odiava os meninos e os acha os seres mais bizarros do mundo. (Apesar, que há momentos que ainda acho isso). Sou do tempo do "É o Tchan", caderno de perguntas. Quando as pulseirinhas coloridas não significavam nenhuma mensagem sublimar sexual, era apenas diversão. Sou do tempo em que se demorava dias para ficar com alguém na escola. Se mandava bilhetes e cartas. E poucos tinham celular, e se tinham pareciam mais um controle remoto. Sou do tempo em que se relasse a mão na nossa bunda ou colocasse a língua na nossa orelha, sentíamos a mais piranha de todas as galáxias. Sou do tempo de com 15 anos só beijamos na boca, e se imaginava que "aquele amor" seria para o resto da vida.

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