segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Ele gosta dela ainda. Admitiu! Como sou fingida. Fiz cara de paisagem e soltei um forçado.
- Entendo. 
Lógico que não entendo. Tô aqui solteira, inteligente, divertida, bonita. (E muito modesta também...rs) E eu sei. Você gosta de mim també
m. Da minha companhia. E a gente se dá bem. Mas eu só ocupo o espaço de tempo que voce tem com ela. E o fantasma da mesma habita o carro, a cama, a poltrona do cinema, o celular, as histórias, o passado, o presente. E pra que tudo isso? E a cada telefonema seu, aguardo a tal sincera frase:
- Gosto de você, mas voltei com ela.
Isso me agoniza. Me tortura por dentro. Quero falar, mas minha voz não sai. Covarde! Assim que me sinto. Talvez ela seja mais merecedora mesmo, não banca uma coisa que não é. Já eu, a forte, a bem resolvida, independente, descolada. Fica toda insegura. E esperançosa que ele mude o status de relacionamento, e dessa vez, a mudança não me faça engulir o choro e bancar a compreensiva novamente.
- Entendo.

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